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Por que não consigo conversar com o meu chefe?

Medo, pavor, insegurança, frio nas mãos. Essas são algumas respostas comuns para a seguinte pergunta: como se sentiria se precisasse pedir um aumento ao seu chefe?


Medo, pavor, insegurança, frio nas mãos. Essas são algumas respostas comuns para a seguinte pergunta: como se sentiria se precisasse pedir um aumento ao seu chefe?

Não se trata apenas do conceito antigo do chefe autoritário. Em ecossistemas mais modernos, como startups, fintechs e outros novos modelos de negócio, a aflição do diálogo ainda pode estar muito presente. O medo do chefe não tem nada a ver com modernidade. Tem tudo a ver com gestão emocional.

Mas, pensando de forma clara, por que é tão comum colocar esse lugar de liderança distante do nosso lugar de diálogo? Por que não nos sentimos à vontade para conversar, desabafar, falar de forma sincera com nossos líderes?


Estamos do mesmo lado?

A primeira pergunta que precisa responder é: acha que joga na mesma equipa com seu chefe? Estão do mesmo lado do jogo ou cada um joga sozinho? Quando nos sentimos próximos na essência, fica muito mais fácil de conversar de forma franca e próxima. Mas quando nos colocamos do lado de cá e o chefe do outro lado do campo, é realmente difícil construir essa linguagem sincera. Afinal, honestidade transporta para uma maior intimidade.


Você pode falar tudo, mas não de qualquer jeito

Num ambiente saudável, com um diálogo aberto e disponibilidade de ambas as partes em ouvir e compreender, tudo pode ser dito. Mas não de qualquer forma. Pense que temas difíceis para si costumam também ser difíceis para o seu chefe. Agir com honestidade não impede que o diálogo tenha empatia e gentileza. Ainda que o seu desabafo parta de um ponto de desconforto e insegurança, agir com maturidade e cuidado torna a conversa mais produtiva. Para todo conflito, deve haver uma conversa e não um confronto.


Contra fatos não há argumentos?

Uma estratégia que costuma deixar-nos um pouco mais seguros é começar a conversar a partir de um fato concreto. Por exemplo, imagine que tem um colega de trabalho que o interrompe sempre que você tenta apresentar uma nova ideia. Se for ter com o seu chefe e falar isto e aquilo, do que você pensa do seu colega, pode parecer "queixinhas" ou até pirraça. Mas se você começa com “Bem, lembra-se daquela reunião em que tentei expor as minhas ideias e o meu colega me interrompeu? Isso tem acontecido com muita frequência”, a abordagem pode ser mais convincente. Dar exemplos concretos possibilita que a sua mensagem seja escutada como verdade e não como queixa. E um bom chefe sabe diferenciar uma boa conversa de uma reclamação infundada.

Esteja disposto a não agradar o seu chefe o tempo inteiro. Ele, você e todos nós precisamos de desconforto de vez em quando. Ninguém evolui sem sair do lugar.


Uma conversa é feita, no mínimo, em dupla

Para que haja uma conversa, é preciso que as partes envolvidas estejam dispostas e conectadas. Respire fundo, pense no que o aflige e nos danos que isso pode trazer para a sua carreira. Marque um horário, prepare-se, ou encontre uma oportunidade no momento de pausa para o café. Mas falar de forma clara e objetiva é sempre a melhor opção. No final do dia, vai estar mais aliviado. Afinal de contas, quando falamos de pessoas - e de uma liderança, falamos sempre de pessoas - estamos a falar de emoções e de afetos. E para gerenciar as nossas atitudes, precisamos colocar as emoções no lugar. Conversar com o chefe pode não estar no seu job description, mas pode impulsionar a sua carreira de uma forma que não imaginaria.


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